A gestão do tráfego urbano torna-se frequentemente um obstáculo para as equipas de emergência, que dependem de cada minuto para garantir a segurança das pessoas. Em Třebíč, na República Checa, este desafio era especialmente visível durante as horas de ponta, quando até mesmo um pequeno atraso podia afetar o resultado de uma operação. Para resolver esta situação, a cidade testou uma configuração integrada que utilizava o software GINA e as tecnologias da Herman. O objetivo era simples: garantir uma resposta mais rápida, mantendo ao mesmo tempo o tráfego diário a fluir de forma previsível.
Este estudo de caso mostra como a solução funcionou em condições reais e quais os benefícios que trouxe tanto às equipas de emergência como ao público.
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Enfrentar o desafio
Os veículos de emergência enfrentam frequentemente atrasos nos cruzamentos com semáforos, mesmo quando existem sistemas de prioridade. Os métodos tradicionais são ativados de forma generalizada ou com atrasos, o que perturba o tráfego normal e não reflete o percurso efetivo seguido pela unidade de emergência. Třebíč precisava de um método mais preciso e baseado em dados que:
- Reduzir os tempos de resposta
- Melhorar a segurança dos socorristas e do público
- Minimizar os transtornos desnecessários para os condutores habituais
- Promover uma melhor coordenação entre os operadores e as infraestruturas
Aproximação em Třebíč
Třebíč implementou uma configuração coordenada que ligava o tablet GINA ao sistema inteligente de gestão de tráfego da Herman. O objetivo era sincronizar as informações de encaminhamento em tempo real provenientes da central de despacho com o controlo adaptativo dos semáforos nos cruzamentos mais importantes.
Quando era criado um incidente no sistema de despacho, por exemplo, numa plataforma de despacho assistida por computador como o Smart CAD da GINA Software, o veículo de emergência recebia imediatamente as instruções de navegação no GINA Tablet. Herman analisava então o percurso planeado diretamente a partir da navegação e identificava os cruzamentos que o veículo deveria atingir. A prioridade foi preparada apenas nesses locais, o que limitou ativações desnecessárias e manteve o resto do tráfego da cidade a fluir normalmente.
Os semáforos receberam estes pedidos de prioridade antes da chegada do veículo de emergência, o que permitiu uma passagem mais fluida e previsível por zonas movimentadas. Como o sistema monitorizava continuamente o movimento real do veículo, ajustava-se em tempo real caso o percurso ou as condições se alterassem. Este ajuste em tempo real impediu pedidos de prioridade desnecessários e evitou mudanças repentinas nos semáforos, que podem confundir os condutores ou levar a decisões inseguras de última hora na estrada.

Resultados
Os testes realizados em Třebíč revelaram melhorias evidentes, tanto para as equipas de emergência como para o tráfego diário.
- Circulação mais rápida em zonas
densamente povoadas. Os cruzamentos foram preparados com antecedência, permitindo que as unidades de emergência passassem sem paragens desnecessárias nem hesitações. - Menos perturbações no trânsito
da cidade: a prioridade só foi ativada quando tal contribuía efetivamente para a resposta, o que permitiu que o trânsito normal continuasse a circular sem problemas. - Maior segurança
operacional: a preparação antecipada dos cruzamentos reduziu as travagens bruscas e os comportamentos imprevisíveis dos condutores, melhorando as condições para todos os utentes da estrada. - Melhor coordenação e previsibilidade
: os operadores, os motoristas e as infraestruturas de tráfego funcionavam com os mesmos dados em tempo real, o que reforçou a fiabilidade e a tomada de decisões.
Impacto
A cooperação entre a GINA Software e a Herman demonstrou que a gestão moderna do tráfego pode apoiar de forma fiável uma resposta mais rápida a situações de emergência, sem sobrecarregar o tráfego urbano. A solução combinada trouxe clareza e estrutura a situações de grande pressão e ofereceu um modelo prático para as cidades que procuram estratégias de mobilidade mais inteligentes, apoiadas por uma coordenação em tempo real e baseada em dados.
Uma vez que a infraestrutura é flexível, a mesma abordagem pode ser aplicada noutros municípios. Permite que as unidades de emergência se desloquem de forma eficiente e segura, reforça a coordenação entre os sistemas e contribui para um ambiente urbano mais previsível durante situações críticas.